segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Superlotação causa problemas de entupimento em abrigo de imigrantes

A superlotação no abrigo de imigrantes, mantido pelo governo do Acre em Rio Branco, tem causado diversos problemas na estrutura do local, de acordo com a Secretaria Estadual de Direitos Humanos no Acre (Sejudh). Com capacidade para atender pouco mais de duzentas pessoas, a chácara tem abrigado uma média de 600, afirma o coordenador geral da Sejudh, Ruscelino Barbosa.

Além disso, a falta de água, que durou pelo menos 2 dias, ocasionou o entupimento dos banheiros e a ausência de limpeza no local contribuiu para o surgimento de larvas no chão. Diversas garrafas plásticas, usadas para transportar o líquido, também podem ser vistas espalhadas pelo abrigo.

Voluntário há 3 dias no local, o carioca João Batista, de cinquenta anos, tem recolhido o lixo e juntado nos fundos do abrigo para evitar propagação de doenças como dengue. Batista está de passagem pelo Acre depois de uma viagem ao Peru e resolveu conhecer as instalações.

"Chegando aqui, me voluntarizei para fazer algum serviço. Por isso, estamos tirando todas as garrafas para que a dengue não venha a se alastrar. Como não tinha água no abrigo, o pessoal enchia as garrafas, tomava banho e depois jogava a garrafa fora", contou.

Para o voluntário, grande parte dos problemas quanto ao descarte de resíduos é gerado pela falta de informações disponibilizada aos imigrantes. "Os imigrantes não estão tendo informação sobre saúde pública. Eu acho que o estado deveria ter uma equipe de saúde, não só para passar as informações, mas para prevenir doenças. O banheiro está infectado", afirma.

O coordenador geral da Sejudh, Ruscelino Barbosa, afirma que o desabastecimento do local se devia a um problema no encanamento, que já foi resolvido. O Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento (Depasa) deve reforçar o atendimento diariamente com a distribuição de mais água, até que tudo seja restabelecido.





fonte: G1Banheiros de abrigo em Rio Branco ficaram obstruídos devido a problema de falta de água (Foto: Aline Nascimento/G1)

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