terça-feira, 25 de agosto de 2015

Entupimento é apenas um dos problemas para o comércio no Canal das Pedrinhas

O canal ou igarapé das Pedrinhas, como é denominado, se encontra no bairro Jardim Marco Zero, zona sul de Macapá, e é por onde grande parte das embarcações, que vem das ilhas do interior do Pará, desembarcam.

O elevado fluxo de embarcações ocorre por conta de famílias que vêm vender suas mercadorias, abastecer suas embarcações e levar para suas áreas. Sendo assim, o comércio enche nos períodos de fim de mês por conta do enorme fluxo de carga, seja de madeira ou outros produtos trazidos por eles para comercializar aqui.

A reportagem do Jornal do Dia esteve conversando com madeireiros da área e eles mostram que, por ali, entra muitas das mercadorias comercializadas na Capital. O senhor Afonso reis, madeireiro, disse que o trabalho não pode parar mesmo com maré baixa, que não permite as embarcações de atracar e descarregar madeiras. De acordo com ele, um dos grandes problemas encontrados é o fato de não se conseguir legalizar muita das madeireiras que ali se encontram e que geram, de forma irregular, diversos empregos. 

“O canal é extremamente importante, gera emprego, de onde pais de famílias tiram o essencial sustento e mantêm, mesmo com a grande crise que o estado passa, o comércio realmente aquecido”, relata. Casos de embarcações que explodiram ao transportar, de maneira clandestina, botijões de gás e galões de combustíveis já ocorrem muito no canal das pedrinhas e isso se dá por falta de fiscalização nas embarcações. 

Entre as diversas dificuldades apontadas por eles estão: a falta de limpeza da bacia, que recebe água que vem de muitos bairros de Macapá e, com isso, trazem muitos entulhos levando ao entupimento do canal que, aos poucos, vai perdendo sua capacidade abrigar elevado fluxo de embarcações por conta da erosão do canal. Outro grande problema é a espera da maré, algo natural, que eleva o nível do canal e, com isso, faz com que tenha o tráfego de embarcações.

A comercialização de madeiras é frequente no local e, com a grande falta de fiscalização, elevadas quantidades de madeiras ilegais entram e são comercializadas.

Os diversos trabalhadores e moradores que vivem às margens do canal pedem que o poder público olhe com bastante carinho para eles, que se sentem completamente desprezados mesmo sendo extremamente importante sua localização.

Fonte: Jornal do Dia

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