segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Moradores recuperam drenagem para não causar entupimento

Moradores de Mãe Luíza iniciaram ontem (19) um serviço para recuperar o sistema provisório de drenagem da cratera. Segundo informações dos moradores do bairro, parte do aterramento cedeu durante as chuvas da manhã desta sexta-feira (19),por causa de  um entupimento da manilha que desvia a água por cima da lona. Durante toda a manhã e tarde de ontem, não foram localizados agentes da Secretaria de Obras Públicas e Infraestrutura (Semov) ou da empresa Ramalho Moreira, contratada para realizar o serviço de manutenção,trabalhando no lugar.

Segundo Rivelino Batista, morador da rua Guanabara, um vazamento da água da chuva estaria corroendo o aterro realizado pela Prefeitura. “A manilha que ligava a tubulação descolou e estava entupida. Então a água da chuva que vinha das galerias retornava e escorria, comendo a lateral da encosta. Nós quebramos a manilha, colocamos canos de PVC desviando a água da manilha por cima da lona”, explicou à reportagem.

As lonas de PVC, colocadas sobre o aterro desde o começo dos serviços de contenção provisória, estão visivelmente rasgadas em vários pontos da cratera. Segundo os moradores, parte de algumas casas, que já estavam destruídas, desmoronaram novamente.

“Temos os sacos rasgados, a lona rasgada, ninguém está mais nem aí para nós”, comentou Flávio Morais da Silva, morador da cada nº 634, uma das que foram interditadas pela cratera. A chuva,de acordo com Flávio Morais, é a principal preocupação dos moradores de Mãe Luiza.

O coordenador municipal de Defesa Civil, Eugênio Soares, relatou que a ação de contenção realizado na cratera é emergencial e que, devido às chuvas dos últimos dias, a drenagem que estava remendada estourou, o fez com que as águas pluviais saíssem e retirassem a sustentação das  residências. “Os moradores estão preocupados e com razão. A Semov foi comunicada desde a semana passada, mas a competência da manutenção é da empresa, já que ela foi a contratada no sistema emergencial”, disse Eugênio Soares. 

Rivelino Batista diz que um vazamento abriu o aterramento e eles quebraram a manilha e colocaram canos PVC para desviar a água

fonte: tribuna do norte

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